Saturday, October 27, 2007
Contextualização
Aqui vai, muito resumidamente e sem consultar os restantes membros do projecto:
a ideia é criar uma cooperativa cultural, um espaço onde possam coabitar alguns projectos ao mesmo tempo, como sendo um:
café vegetariano
loja ecológica
e outros que virão.
E claro, tentará ser um espaço ecológico e livre. Livre de hierarquias, de medos e de transgénicos. E muito mais!
Sunday, October 14, 2007
Para que serve um blog?
Sim, é uma pergunta retórica!
O primeiro blog que eu criei foi na realidad um photoblog, que vai dar ao mesmo, e foi porque estava longe de Portugal, em Erasmus, queria sentir-me perto e que me sentissem perto.
Depois criei outro quando fui para Barcelona. Mas não lhe dava tanta atenção como ao anterior.
Quando voltei, já estava com a mania, criei outro blog. Vinha cheia de vontade de comunicar e fazer coisas em Portugal!
O blog foi como que morrendo aos poucos. Perdi a mania!
Hoje apeteceu-me dar-lhe vida outra vez!
VIVA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO!
Sunday, March 18, 2007
Thursday, March 08, 2007
Thursday, February 22, 2007
adivinha
"a menina não quer uma revistinha????????"
Quem são elas quem são elas????
Saturday, February 10, 2007
atenção! isto não são umas eleições quaisquer!
Olá amig@s!
Era para vos escrever a minha opinião sobre este referendo e apelar à vossa participação, até porque, não somos muitas vezes chamados a dar a nossa opinião (infelizmente). Neste caso, nem concordo muito que tenhamos que dar a opinião sobre um assunto tão pessoal como é ter um filho, mas enfim, já que o somos, e que isso servirá para alterar ou manter uma lei, espero que façamos uso desta ferramenta mais participativa.
Como dizia, era para vos escrever a minha opinião, mas ficam as palavras do Rui Tavares, com as quais eu não podia concordar mais. Leiam, a sério, está muito bom o artigo, ele desconstrói a pergunta do referendo de uma forma muito clara!
Bom domingo, para vocês e para tod@s, principalmente para as mulheres portuguesas, que se o Sim ganhar, já não terão de ser penalizadas devido a uma decisão tão pessoal e sujeita a tantas variáveis que, penso, nem eu, nem tu, nem ninguém, podemos controlar ou avaliar.
Diana
Uma pergunta directa para uma resposta honesta
Rui Tavares
«Público» de 3 de Fevereiro de 2007
A pergunta a que vamos responder no referendo do próximo dia
11 é compreensível para qualquer pessoa que saiba ler e isso é algo que
nenhum contorcionismo político ou gramatical poderá mudar. "Concorda
com a despenalização..." A despenalização é, evidentemente, a
palavra-chave desta pergunta. É talvez surpreendente, mas o referendo
do próximo dia 11 não é acerca de quem gosta mais de bebés, tal como
não é acerca de quem mais respeita o sofrimento das mulheres. A
pergunta do referendo também não é "dê, por obséquio, o seu palpite
acerca de quando é que a alma entra no corpo dos seres humanos",
matéria que sempre intrigou os teólogos. Não é acerca de quem gosta de
fazer abortos e quem gosta de dar crianças para orfanatos. Por isso e
acima de tudo, devo confessar que sofro de cada vez que ouço na
televisão jornalistas falarem dos dois campos em debate como o "sim ao
aborto" e o "não ao aborto".
Numa pergunta que começa com aquele "concorda com a
despenalização", os dois votos possíveis não se dividem em pró-aborto e
antiaborto, e muito menos pró-escolha e pró-vida. Os que respondem
"sim" à pergunta são "pró-despenalização". Os que respondem "não" são
"pró-penalização" (ou "antidespenalização", o que é forçosamente ser a
favor da penalização). Tudo o mais é responder com alhos a uma pergunta
sobre bugalhos, e qualquer chefe de redacção deveria saber isso. "...
da interrupção voluntária da gravidez...". Até agora sabemos que a
pergunta é sobre despenalizar, mas ainda não falámos de quê. Há quem
tenha problemas com a expressão "interrupção voluntária da gravidez"
por considerá-la um eufemismo, mas acontece que é a fórmula correcta
para designar um aborto não-natural, não-espontâneo.
Mesmo assim, isto não atrapalha o debate: toda a gente parte
do princípio de que IVG é aquilo que, em linguagem corrente, genérica e
imprecisa, chamamos "aborto". Os problemas surgem quando nos
aproximamos da segunda parte da pergunta. "... se realizada, por opção
da mulher". No mundo real, o que quer dizer esta parte da pergunta?
Quer dizer que a concordância com a despenalização da IVG deve ser dada
(apenas e só) no pressuposto de que ela seria realizada por opção da
mulher. Basicamente, significa que se uma mulher for forçada a abortar
por uma terceira pessoa, esse aborto é crime e essa tal terceira pessoa
será punida. Quer dizer que, se fulano apanhar uma mulher grávida, a
anestesiar e lhe interromper a gravidez, não poderá eximir-se
respondendo que "o aborto foi despenalizado", precisamente porque
graças à segunda parte da pergunta o aborto só é despenalizado se for
por opção da mulher. No mundo do "não", porém, esta parte da pergunta é
a que causa mais engulhos. Percebe-se porquê. "Por opção da mulher"? A
mulher, grávida de poucas semanas, a tomar uma decisão? Sozinha? Deve
haver aqui qualquer coisa de errado.
Quando se lhes retorque que não poderia ser por opção de
outra pessoa, e se lhes pergunta quem queriam então que fosse, a
informação não é computada. Algures, de alguma forma, teria de haver
alguém mais habilitado para tomar a decisão. O pai? O médico? O Estado?
Então e se qualquer deles achasse que a mulher deveria abortar, contra
a vontade desta? Pois é. É precisamente por isso que aquele inquietante
"por opção da mulher" ali está. "...nas primeiras dez semanas...".
Aborto livre, grita o "não"! Aqui está a prova, o aborto é livre até às
dez semanas! Ora, meus caros amigos, o limite de dez semanas significa
precisamente que o aborto não é livre... Ou o facto de só se poder
andar até 50 quilómetros por hora dentro de uma localidade significa
"velocidade livre"? Não faz muito sentido, não é verdade?
Enquanto digerem esta pergunta, os adeptos do "não" mudam de
estratégia. Então o que acontece às 11 semanas? E o que acontece, meus
amigos, quando se anda em excesso de velocidade? É-se penalizado, e a
penalização vai-se agravando quanto maior for o excesso de velocidade.
Isso quer dizer que, nos pressupostos da pergunta, o aborto não é
livre. Não era esse o problema? "... em estabelecimento de saúde
legalmente autorizado?" Esta parte final é tão clara que vou poupar
palavras. Um "estabelecimento de saúde" quer dizer que não é um
estabelecimento desportivo, e "legalmente autorizado" quer dizer que
não é ilegal, ou que não é legalmente desautorizado, se tal coisa
existisse.
Mas vale a pena notar o que "legalmente autorizado" não quer
dizer. Não quer obrigatoriamente dizer do Estado, mas também não quer
dizer privado, particular, ou o que seja. Quer dizer apenas que é num
estabelecimento de saúde conforme com os procedimentos legais e que foi
expressamente autorizado para a operação em causa.Não há melhor
barómetro da má-fé neste debate do que dizer que estamos em face de
duas perguntas diferentes, ou até duas perguntas de sinal contrário
(uma legítima, a outra capciosa), tentando fazer passar a ideia de que
a "segunda pergunta" de alguma forma perverte a primeira, rompendo com
ela. Não há aqui primeira nem segunda pergunta: há apenas uma pergunta,
que se refere a determinadas condições, condições essas que qualificam
e restringem o âmbito da questão. Dizer o contrário disto não é só
má-fé, é principalmente má-lógica: se a segunda metade da pergunta está
contida na primeira, ela não pode ser mais aberta do que a anterior.
Como é natural e faz sentido, cada passo da pergunta a fecha um pouco.
Dizer que é "despenalização da IVG" significa que não é
despenalização de qualquer outra coisa, dizer que é "por opção da
mulher" significa que não é por opção de qualquer outra pessoa, dizer
que é até "às dez semanas" significa que não é sem qualquer limite,
dizer que é "em estabelecimento de saúde" significa que não é no meio
da rua, e dizer que a pergunta se refere a um estabelecimento de saúde
"legalmente autorizado" significa que não pode ser no dentista, ou na
farmácia, ou no ginásio. Tudo o resto é apenas uma desculpa para não se
assumir as responsabilidades do voto. Pessoalmente, não vejo nesta
pergunta nada que não me agrade, e vejo muita coisa que me agrada.
É uma pergunta de compromisso, cautelosa, que prevê os
limites mais importantes, deixando a definição das políticas (de saúde,
de planeamento familiar, judicial, etc.) para os actores e momentos
certos. Pode responder-se sim ou não, e eu responderei "sim". Sou pela
despenalização, naquelas condições, como outros são pela penalização
mesmo naquelas condições. O que não se pode é invalidar a pergunta,
degradando a sua lógica. Trata-se de uma pergunta directa. Como tal,
pede apenas uma resposta honesta.
Wednesday, February 07, 2007
S
letra proibida: c
Susana sabia saltar serras e serrotes sem sapatos
Susana sente saudades.
Suspira sempre e sonha sozinha sonhos salgados.
Sentada sem sono, Susana sente e sabe que somos solidários.
Sossega Susana, sairás no sábado, surpresa!
Diana e Liliana Faria, na aula de literacia - 15/01/07
(quem dera que fosse verdade!)
Thursday, January 18, 2007
Sunday, January 14, 2007
campanha "Su livre!"

Campanha “Su livre!”
Copenhaga - Dinamarca – mês de Dezembro - “De onde nos vem tanta raiva?”
Várias pessoas manifestaram-se durante o mês de Dezembro contra o desalojamento de um centro social em Copenhaga, Dinamarca. A manifestação não acabou bem e muitas pessoas foram presas. A Susana, um amigo dela, um rapaz finlandês e um dinamarquês são os únicos que ainda se encontram presos neste momento.
A Susana já está há mais de 25 dias na prisão, passou lá o Natal e o Ano Novo e não sabe quando vai sair. Por mais que questionemos o porquê dela lá estar, na nossa opinião, o que interessa é que uma prisão é sempre uma prisão, e que ela não devia estar lá mas sim perto da família e dos amigos.
Quem é a Susana?
A Susana é, antes de mais, uma amiga. Está a estudar em Coimbra, na Escola Superior de Educação, no último ano. É uma activista social e ambiental. Pertence ao GAIA (Grupo de Acção e Intervenção Ambiental), a um grupo de teatro de rua e a outros colectivos .É vegetariana, defensora dos direitos dos imigrantes, dos direitos humanos, da paz! Activa na luta contra a praxe, na defesa da despenalização do aborto, no movimento estudantil.
E quem somos nós?
Alguns amig@s da Susana, e outros amig@s de tod@s os presos!
Que centro social é esse?
Chama-se Ungdomshuset (Centro da Juventude) e como se pode ler na sua página na Internet, hoje eram um centro político e cultural, uma alternativa a uma sociedade opressora, usada por activistas para organizarem inúmeros eventos. (mais aqui: http://ungdomshuset.info/spip.php?article45)
O edifício foi cedido pela câmara em 1982 a várias associações e colectivos. Em 1999 foi vendido pela câmara a uma seita fundamentalista cristã, e inicia-se um processo no tribunal. Um processo moroso e bastante dúbio, onde os activistas acusam a câmara de vender algo que foi cedido, e a “seita” que reclama a casa e uma compensação por não poderem ter usufruído dela. Em 2006, o tribunal decide que os activistas têm de evacuar a casa até dia 14 de Dezembro. (mais sobre o processo em http://ungdomshuset.info/spip.php?article47)
O que aconteceu? Porque se manifestavam?
Na passada sexta-feira, dia 15, mais de 5000 pessoas manifestaram-se contra a decisão do tribunal e recusavam-se a entregar o Centro da Juventude.
No dia 16, uma marcha com cerca de 1000 participantes. Começaram a sair da casa e a dirigirem-se para o centro da cidade mas não conseguiram andar mais de 300 metros pois a policia impedia-lhes a passagem. E aí o cenário passou a ser de guerra: pedras pelo ar, garrafas, montras partidas, barricadas, fogo, fumo, escuro, gás lacrimogéneo... Violência da parte dos polícias e da parte de alguns manifestantes. As imagens comprovam-no: http://indymedia.dk/article/754. Alguns activistas ficaram feridos assim como polícias. Muitas montras partidas e as ruas quase destruídas.
Cerca de 213 pessoas foram presas, entre as quais 87 estrangeiros de 10 nacionalidades diferentes. Os dinamarqueses (à excepção de um, o Allin) foram postos em liberdade passado 24h e aguardam julgamento. Até ao final do ano, 20 estrangeiros foram deportados e proibidos de entrar na Dinamarca e os restantes foram libertos e reencaminhados para a fronteira. À excepção da Susana, do amigo dela - o Mariano (argentino/italiano) - e do Tomi (finlandês).
O que se passou exactamente com a Susana?
A Susana foi visitar um amigo à Dinamarca, no dia 14 de Dezembro, com intenções de voltar para Portugal antes do Natal. Como activista social que é, a Susana participou na marcha em defesa de Ungdomshuset, no dia 16. E foi uma daquelas pessoas indiscriminadamente presas. Está a ser acusada de agressão à autoridade.
A lei dinamarquesa diz que depois de 24 horas (72 para estrangeiros) o detido tem de ser julgado ou posto em liberdade. A Susana foi “julgada” e colocada em prisão preventiva até julgamento oficial. No máximo, a lei indica que pode ir até 4 semanas esse tempo de espera. Sendo assim, este seria no dia 11 de Janeiro.
E então, qual o resultado?
Ao que parece, a Susana teve e está a ter azar, pois o seu julgamento foi adiado 15 dias, para o dia 25 de Janeiro (um dia antes do seu aniversário). O julgamento do Mariano será no mesmo dia. E o dos outros 2 presos no dia 24.
É que afinal, o que a lei diz é que os detidos têm de ser colocados em frente a um juiz. Foi o que aconteceu, mas esse não tem poder decisivo, digamos, não foi um julgamento na verdade, pois ainda não reuniram todas as provas necessárias!!!
A Susana encontra-se de novo em prisão preventiva, numa prisão isolada em Copenhaga. Praticamente ainda não recebeu visitas (apenas da embaixada portuguesa) e da advogada. É uma advogada dinamarquesa, “especialista” em casos como este, voluntária, amiga do Centro. Não sabemos qual vai ser a pena atribuída à Susana, e os rumores são muitos: que não há hipótese de cumprir pena cá, que vai ter de pagar multa, que pode ficar lá cerca de 3 meses...
O que podes fazer para ajudar?
a) escrever à Susana e aos outros presos.
Têm várias hipóteses (carta ou e-mail), mas tenham em atenção ao que escrevem porque a polícia vai ler. Escrever é mesmo muito importante, mas não comentem sobre o caso, pois sem quererem, podem prejudicar a Susana. Mesmo que alguns de vocês não a conheçam bem , escrevam na mesma. Imaginem o que é estar numa prisão sem nada que fazer... Receber cartas deve ser uma alegria! Falem do vosso dia-a-dia, dos vossos activismos, das vossas paixões, das vossas viagens, transcrevam um poema, sei lá, mas escrevam!!
Para a Susana podem escrever em português, castelhano ou inglês. Para o Mariano podem escrever em castelhano ou inglês. Para o Tomi em finlandês ou inglês. E para o Allin em dinamarquês.
Enviem as cartas para a ABC (associação que está a dar apoio no local) e coloquem algures na parte de trás do envelope “a letter for Susana” - ou o nome de outro preso):
box 604,
2200 Copenhagen
Danmark
ou podem escrever e-mail também para a ABC (retsgruppe69@yahoo.dk) com assunto “a letter for Susana” (ou o nome de outro dos presos), que os voluntários da associação imprimem e fazem chegar todos os dias à prisão.
b) podes também enviar cd's originais, livros, dinheiro dinamarquês (croas) e roupa. Envia para a mesma morada acima.
c) contribuir monetariamente. Envia a tua contribuição para conta 003520730000338193093 em nome de “Su Livre”. Se possível, envia e-mail para sulivre@riseup.net com comprovativo de transferência.
d) escrever à embaixada dinamarquesa em Portugal a exigir a libertação da Susana e dos outros presos:
Embaixada Dinamarquesa em Portugal
Rua Castilho 14-C 3º 1200-069 Lisboa
21 3512960 21 3570124 (fax)
e) contactar advogados para sabermos o que se pode fazer a partir de Portugal. Se encontrares algum que esteja interessado em ajudar, dá-lhe o nosso contacto: sulivre@riseup.net.
f) receber e divulgar informação.
Envia e-mail para sulivre@riseup.net com pedido de inscrição em mailling-list (para receberes notícias), ou com sugestões ou dúvidas.
Obrigada por leres até aqui, os amig@s de Susana.
13 de Janeiro, 2007.
Thursday, January 11, 2007
Jantar de apoio* à Susana
A Susana é uma grande amiga minha, moramos juntas, somos da mesma turma..
Ah, ela também é activista do GAIA!
Jantar de apoio* à Susana
11 de Janeiro – quinta-feira - 21h
República Prá-Kys-Tão
Várias pessoas manifestaram-se durante o mês de Dezembro contra o desalojamento de
um centro social em Copenhaga, Dinamarca, edíficio cedido pela câmara em 1982 a
várias associações e colectivos. A Susana, que visitava um amigo, participou numa
dessas manifestações. Cerca de 213 pessoas foram presas, entre as quais 87
estrangeiros de 10 nacionalidades diferentes. A Susana, o amigo argentino, e um
dinamarquês são os únicos que ainda se encontram presos neste momento. A Susana
encontra-se agora em prisão preventiva durante 25 dias, até dia 11 de Janeiro, dia
do novo julgamento. Está a ser acusada de agressão à autoridade e não sabemos qual
vai ser a pena e provavelmente terá de pagar multa.
A Su já está há 24 dias na prisão, passou lá o Natal e o Ano Novo e corre o risco do
julgamento ser adiado. Por mais que questionemos o porquê dela lá estar, na nossa
opinião, o que interessa é que uma prisão é sempre uma prisão, e que ela não devia
estar lá mas sim perto da família e dos amigos.
Aparece para saberes mais, para dares o teu apoio e saberes como podes ajudar!
Se não puderes vir ao jantar, podes enviar a tua contribuição para conta
003520730000338193093 em nome de “Campanha Su Livre”. Se possível, enviar e-mail
para sulivre@riseup.net com comprovativo de transferência.
Dúvidas? Escreve para sulivre@riseup.net ou telefona para 239825368, 937267541
(Diana) ou 914321854 (Joana).
* O preço do jantar será aquele que cada um quiser e o lucro reverterá para a
Susana (pagar multas, etc...). A Prá-Kys-Tão fica na Rua das Esteirinhas nº 2 – 1º
andar (perto da Sé Velha) em Coimbra.
Tuesday, January 09, 2007
Várias pessoas manifestaram-se durante o mês de Dezembro contra o desalojo de uma casa cedida pela câmara em 1982 a várias associações e colectivos. Chamava-se Centro da Juventude e hoje era usada por activistas para organizarem inúmeros eventos, constituindo-se assim num centro político e cultural, uma alternativa a uma sociedade opressora. (mais aqui: http://ungdomshuset.info/spip.php?article45)
Em 1999 a câmara decide pôr o edifício à venda. Uma espécie de seita religiosa compra-o, e inicia-se um processo judicial entre os activistas que acusam a câmara de vender algo que tinham cedido, e a “igreja”, que reclama o edifício e uma compensação por não estarem a usufruir deste.
No tribunal, o processo foi moroso e bastante dúvio, segundo os activistas. No entanto, a decisão foi que a casa tinha de ser evacuada pelos activistas até dia 16 de Dezembro.
(mais sobre o processo judicial podem ler em http://ungdomshuset.info/spip.php?article47)
15 de Dezembro, sexta-feira, mais de 5000 pessoas manifestaram-se nas ruas de Copenhaga contra esta decisão.
No dia seguinte, os activistas recusavam-se a entregar o Centro da Juventude e convocaram uma marcha. Começaram a sair da casa e a dirigirem-se para o centro da cidade. Juntaram-se cerca de 1000 pessoas, mas não conseguiram andar mais de 300 metros pois a policia impedia-lhes a passagem. E foi aí que o cenário passou a ser de guerra: pedras pelo ar, garrafas, montras partidas, barricadas, fogo, fumo, escuro, gás lacrimogénio... Violência da parte dos polícias e da parte dos manifestantes. As imagens comprovam-no: http://indymedia.dk/article/754
Cerca de 213 pessoas foram presas, entre as quais 87 estrangeiros de 10 nacionalidades diferentes.
A Susana estava de passagem em Copenhaga, a visistar um amigo, e resolvem apoiar a causa, participando na manifestação. Não sabemos exactamente como foi lá parar mas o grave é que se encontra agora em prisão preventiva durante 25 dias, ou seja, até dia 11 de Janeiro, dia do novo julgamento. Está a ser acusada de agressão à autoridade e dizem que a pena pode ir até 3 meses. Já tem advogado a tratar do assunto, “especialista” em casos de activismo e recomendada pela casa.
Das tais 213 pessoas que foram presas, a Susana, o Mariano (italiano, amigo da Susana) e um dinamarquês são os únicos na prisão de momento. Os outros dinamarqueses aguardam em liberdade novo julgamento, 20 estrangeiros foram deportados e proibidos de entrar na Dinamarca e os restantes levados para a fronteira e postos em liberdade.
A Su já está há 23 dias na prisão, passou lá o Natal e o Ano Novo e corre o risco do julgamento ser adiado. Por mais que questionemos o porquê dela lá estar, na nossa opinião, o que interessa é que uma prisão é sempre uma prisão, e que ela não devia estar lá mas sim perto da família e dos amigos.
Temos estado em contacto com a embaixada portuguesa na Dinamarca, com uma associação (ABC) que está a apoiar os presos, e com a família da Su (com a irmã).
Parece que o que podemos fazer de momento que mais ajudará a Susana, é escrever-lhe. Têm várias hipóteses, mas tenham em atenção ao que escrevem, ou seja, não comentem nada sobre o caso mesmo que tenham dúvidas ou dados que pensam importantes (pois sem querer podem prejudicar a Susana). Escrevam mesmo que não conheçam bem a Susana! Imaginem o que é estar numa prisão sem nada que fazer... Receber cartas deve ser uma alegria! Falem do vosso dia-a-dia, dos vossos activismos, das vossas paixões, das vossas viagens, transcrevam um poema, sei lá, mas escrevam!!
Podem escrever directamente para a prisão:
Susana, 26/01/81 11990446
Vestre Fangsel, Vigerslev Alle 1D, 2450
Kobenhaven SV
Denmark
ou para uma associação de apoio a presos (ponham algures “a letter for Susana Quintão”):
ABC
c/o Ungdomshuset
Jagtvej 69
2200 København N
Denmark
ou através de e-mail para a mesma associação retsgruppe69@yahoo.dk, colocando em assunto o mesmo que em cima, que eles imprimem e entregam à Susana (esta é a forma mais rápida).
Saturday, January 06, 2007
Parabéns!

O poeta o pintor e o músico *- José Cid
Conheci um poeta escritor e solitário
um livre pensador vaguarda e visionário
falava em proteger florestas, oceanos
os rios e o ar que já não respiramos
escrevia com alma, com coerência e energia
o tempo ia passando, ninguém o compreendia
E livre de discursos, promessas, teorias
podiam-lhe chamar para melhor o definir
livre pensador convicto ecologista,
um grande idealista
Ele era um poeta, um pintor, um pianista
seu nome não vem na lista
ele era um poeta, um pintor, um pianista
Conheci um pintor que pintava aguarelas
criava obras-primas e morria com elas
conheci um pianista, um músico anarquista
que compunha canções que eram sua conquista
e tocava com alma, sentimento e alegria
o tempo ia passando ninguém o compreendia
e livre de discursos, promessas, teorias
podia-se dizer para o melhor definir
dava sons à vida, coloria a vida, alegrava a vida
ele era um poeta, um pintor, um pianista
um músico anarquista
ele era um pintor um poeta um pianista
seu nome não vem na lista
ele era um pintor um poeta um pianista
Sunday, December 31, 2006
vamos dançar?
vêm?
um 2007 cheio de paz, amor e activismo para tod@s!!!
Saturday, December 30, 2006
PARABÉNS Bruno
Friday, December 29, 2006
Urgentemente
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
Eugénio de Andrade
Sunday, December 24, 2006
porque é Natal...
aqui vai uma estória reutilizada, que escrevi no Natal de 04, até porque alguns de vocês não a receberam/leram! Espero que gostem!
Este ano dedico-a a tod@s que estão pres@s e não podem passar o Natal com as suas famílias.
É que as prisões, caramba, nunca tive em nenhuma, mas não devem ser um lugar nada bonito. Não deve haver Natal nas prisões.
Bem.. BOM NATAL! (seja lá o que isso signifique para cada um@ de nós)
E um ÓPTIMO ANO 2007.
Abraços, Diana
Era uma vez um menino pequenino que andava à procura do Natal.
Ouvia falar dele em todo lado. Em casa, na escola, no autocarro, nos jornais, na televisão. As pessoas até já nem diziam “até logo!” diziam “bom Natal”. Mas o menino não conseguia perceber bem o que era essa coisa com esse nome tão engraçado terminado em al!
Perguntou aos crescidos, e eles respondiam-lhe que o Natal era paz, era amor, era alegria. Mas o menino quando passeava pelas ruas só via pessoas sem casa, sem comida, sem amigos.
Para esclarecer as coisas, resolveu ir ao dicionário. Ora cá está: Natal....
E o menino ficou ainda mais baralhado. Então quis saber quem era esse senhor de nome Jesus. Como criança despachada que era, foi à biblioteca municipal com o objectivo de requisitar todas as enciclopédias do mundo – porque este menino era um menino curioso, como todos os meninos e meninas da idade dele que ainda não lhes foram cortadas as asas e depois de uns quantos e tantos problemas de cariz burocrático, lá começou a pesquisa, chegando à conclusão que Jesus foi um homem de paz, que ajudou muita gente e que viveu à muitos anos atrás. Havia também uns senhores que inventaram uma religião por causa dele, mas para o menino isso já eram coisas dos crescidos que gostam de complicar e complexar o que é simples.
Resolveu então ligar a televisão em busca de mais resultados, e estava toda vermelha e verde, e os senhores que dizem as notícias com um gorro vermelho a mostrarem imagens dos políticos a discutir e a prometer, mas não se viam resultados... E o menino ficava mesmo chateado, pois lembrava-se da sua escola e da assembleia que todas as crianças têm em conjunto todas as semanas e onde, respeitavelmente, chegam a consenso. Que boa lição para os crescidos, pensava o menino!
Foi experimentar também ver os jornais, e eram só artigos que falavam de prendas para todos os meninos, e de comida para todos os pobres... Mas o menino ainda se lembrava bem das notícias do mês passado sobre a guerra no Iraque, e também na Palestina e ah! no bairro aqui ao lado. Ele via guerra, ódio e tristeza... e não conseguia compreender o porquê de todas as luzes nas casas e nas ruas, das músicas bonitas, das árvores de Natal gigantes... Ainda pensou que, se calhar, era uma espécie de festa, porque as pessoas precisam de festas (na cara e no dia-a-dia) para terem força para lutar. Mas no tal bairro aqui ao lado não havia tantas luzes, música e grandes jantares... Então o menino achou que o Natal era uma mentira.
Até podia ser uma mentira daquelas boas, sabem? Tipo conto de fadas que nos faz sonhar e ter força! Mas não, era uma mentira má!
Porque o menino nas suas explorações, viu que o Natal destruía o Planeta Terra. As pessoas só compram compram compram, e querem lá saber se os brinquedos que compram são feitos por crianças do outro lado do Mundo (que também ouvem falar do Natal, como o menino), e cortam pinheiros, e comem animais em vias de extinção (como o bacalhau)!!! É mesmo uma coisa má, o Natal.
Mas esse menino era daqueles teimosos, e não dava a sua pesquisa por terminada facilmente, ai não que não dava!
Começou então a prestar mais atenção à sua volta. E começou a descobrir o Natal. Viu pessoas bonitas, e coisas bonitas. Pessoas que partilham o pouco que têm. Pessoas que não compram, mas oferecem. E meninos que, como ele, não querem prendas, querem que os crescidos dêem um Mundo melhor a todas as crianças. Ou que pelo menos, não cortem as asas às crianças - dêem-lhe antes ferramentas para explorarem - para que estas possam construir também esse Mundo melhor. E será Natal todos os dias, e em todo o Planeta.
Diana Dias, 19 de Dezembro de 2004
Friday, December 22, 2006
Sem Amor Sem Abrigo
| e este vai preso porque não tem amor.... onde chegamos nós!!! ------------------------ Homem pendura-se na ponte para defender os sem-abrigo Um indivíduo pendurou-se, esta quinta-feira à tarde, na Ponte 25 de Abril para defender a causa dos sem-abrigo, causando congestionamentos de trânsito nos acessos Norte e Sul, onde as filas chegaram a atingir 14 quilómetros, disse fonte da GNR. | ||||||
| ||||||
«O homem que detivemos hoje, por volta das 18:00, já é reincidente neste tipo de situação [é a terceira vez que faz isto]», disse à Lusa fonte da Brigada de Trânsito da GNR.
«É uma pessoa que tem condições de vida, mas vive na rua por opção e faz isto para chamar a atenção para a causa dos sem-abrigo, da qual é um mártir», explicou à Lusa o Capitão Gomes do destacamento de trânsito de Lisboa da GNR.
Esta situação provocou o congestionamento da Ponte 25 de Abril e chegou a causar filas de trânsito com cerca de 14 quilómetros nos acessos Sul e Norte ao tabuleiro da ponte.
O Capitão explicou à Lusa que a situação demorou algum tempo a ser resolvida porque estava em causa a vida de uma pessoa e não só o "caos" no trânsito.
«Uma equipa de resgate foi ao local dar apoio nas cordas, pois havia o perigo de o homem cair ao rio», explicou.
Só ao fim de várias horas é que os polícias conseguiram convencer o sem-abrigo voluntário a desistir do protesto.
O homem foi entretanto detido e será presente sexta-feira pelas 09:30 ao tribunal de Almada.
http://tsf.sapo.pt/online/vida/interior.asp?id_artigo=TSF176357
Monday, December 18, 2006
e antes da prisão?

por mais que não concorde com os meios.... e que me choque ver tanta violência por parte também de quem se manifesta..
irrita-me profundamente saber que muitas pessoas apenas com boas intenções foram presas..
não é uma questão de desculpar actos de violência, mas é pensar que se não existissem injustiças sociais essa violência não tinha necessidade de acontecer..
e pensar que se conhecessemos pessoalmente cada uma dessas pessoas que foi presa, que cada caso é um caso, e que compreenderiamos talvez o porque dessa violência (se é que houve violência), e embora ideologicamente até não concordassemos com essa violência, não queriamos que ela estivesse presa por causa disso, principalmente, porque estava a defender uma causa. mas mais principalmente ainda, porque se trata de um ser humano. e as prisões não são feitas para seres-humanos, não são feitas para seres-vivos, aliás.
copenhaga - dinamarca - dia 16 de Dezembro
1000 pessoas manifestavam-se contra o desalojo de uma casa okupada chamada centro da juventude (http://ungdomshuset.info/) com mais de 10 anos.
o cenário passou a ser de guerra: pedras pelo ar, garrafas, montras partidas, barricadas, fogo, fumo, escuro, gás lacrimogeneo...
cerca de 100 pessoas foram presas.
os dinamarqueses foram libertados e aguardam julgamento.
40 estrangeiros (de 10 nacionalidades diferentes) aguardam julgamento, mas na prisão, onde vão ter de passar o natal e ano novo para serem julgados passado 25 dias, dia 12.
expliquem-me porque é que deixam as coisas chegarem até aqui: http://www.youtube.com/watch?v=j1SR0pGwm6E&feature=PlayList&p=784E340CF72D96E2&index=0
cuidado! estes videos fazem chorar!
Monday, December 11, 2006
activismo: como, quando e por quê?
a sério, tou farta disto do activismo. apetece-me mudar de país.
sei que isso é fugir, e nao é essa a atitude que acho mais correcta. por isso fico.
mas tou farta de teorias e da nao aplicação dessa teoria na práctica.
estou fartas de coisas a acontecerem só porque devem acontecer e sem serem planeadas.
tou farta do "querer fazer" que todos proclamam mas quando chega o fazer-fazer ninguem o faz.
de distribuição de tarefas que todos concordam mas depois não acontece.
de Tempo que ninguém tem, mas sabemos bem que o temos quando o queremos.
tou farta de actividades estupidas que tenho que arranjar motivação para organizar na escola..
farta de teatros..
de conflitos que não existem.. de preconceitos, ou melhor dizendo, do chamado efeito de halo.
da injustiça que isso traz. da perde de liberdade que isso parece provocar.
no final, tou farta exactamente por saber que muitas destas coisas também as faço eu muitas vezes... ainda por cima com a plena consciência que estou a fazê-las mal ou que poderia estar a fazer de outra forma.
mas claro, quando parece que somos só nós a achar que está errado ou que poderiamos fazer melhor... não se vai longe.
porque sim, ainda acredito que muitos, juntos, podemos fazer melhor que sozinhos.
mas pronto
o que vale, é que são só momentos.
Tuesday, December 05, 2006
morar numa república de estudantes

ainda não sei bem o que é...
o facto de morar em comunidade não é nada de novo para mim,
não partem daí as minhas curiosidades...
mas sim, em saber se de facto um ano corresponde a cem, como corresponde, e porque é que corresponde...
se há activismo ou não há activismo, se é só da boca para fora, se é solidário ou não é, se é aberto ou fechado, se há união ou não há.
para já, 2 meses passaram, e amig@s pelo menos há por cá!



